A PÁSCOA E AS RELIGIÕES


A Semana Santa e o Espiritismo

▬  Como o Espiritismo visualiza o acontecimento da paixão, crucificação, morte e ressurreição de Jesus? 
▬  A Semana Santa e a Páscoa?

   A Páscoa é uma festa judaica que comemora a saída do povo hebreu do Egito. Como nesse dia foi realizada a crucificação de Jesus, os cristãos absorveram, desde aí, como comemoração de Sua imolação. Para o Espírita deve ser vista apenas como uma festa cultural religiosa.

Como o Espiritismo não tem dogmas, sacramentos, rituais ou liturgias, a forma de encarar a Páscoa não possui nenhuma conotação especial. As instituições espíritas não celebram a Páscoa, nem programam situações específicas para “marcar” a data, como fazem as demais religiões ou filosofias “cristãs”.

A Páscoa, em verdade, pela interpretação das religiões e seitas tradicionais, acha-se envolta num preocupante e negativo contexto de culpa. Afinal, acredita-se que Jesus teria padecido em razão dos “nossos” pecados, numa alusão de que todo o sofrimento de Jesus teria sido realizado para “nos salvar”, dos nossos próprios erros, ou dos erros cometidos por nossos ancestrais, em especial, os “bíblicos” Adão e Eva, no Paraíso. 

A presença do “cordeiro imolado”, que cumpre as profecias do Antigo Testamento, quanto à perseguição e violência contra o “filho de Deus”, está flagrantemente aposta em todas as igrejas, nos crucifixos e nos quadros que relatam – em cores vivas – as fases da via sacra.

Esta tradição judaico-cristã da “culpa” é a grande diferença entre a Páscoa tradicional e a visão espírita da Páscoa. Em verdade, nós espíritas reconhecemos a data da Páscoa como a grande, e última lição, de Jesus, que vence as iniqüidades, que retorna triunfante, que prossegue sua cátedra pedagógica, para asseverar que doravante “permaneceria eternamente conosco”, como Mestre e Guia de nossas vidas. 

Nestes dias de festas materiais e/ou lembranças do sofrimento do Rabi, possamos nós encarar a Páscoa como o momento de transformação, a verdadeira evocação de liberdade, pois, uma vez despojado do envoltório corporal, Jesus retorna ao Plano Espiritual para, de lá, continuar “coordenando” o processo evolutivo de nosso planeta.

Longe da remissão da celebração de uma festa pastoral ou agrícola, ou da libertação de um povo oprimido, ou da ressurreição de Jesus, possa a Páscoa ser encarada como a vitória real da vida sobre a morte, da certeza da imortalidade e da reencarnação, porque a vida, em essência, só pode ser conceituada como o amor, calcado nos grandes exemplos da própria existência de Jesus, de amor ao próximo e de valorização da própria vida. 


A Semana Santa para a Igreja Católica.

 A primeira celebração da Semana Santa foi em 1.682 pelos cristãos. Ela é uma das conclusões do Concílio de Nicéia, regido pelo Papa Silvestre I e patrocinado pelo imperador Constantino, em 325 d.C, que determinou a doutrina da Igreja Católica, transformada em religião oficial do Império Romano.

Desde então, festejam-se em oito dias a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Um decreto papal estabeleceu o Domingo da Ressurreição como a data mais importante do ano eclesiástico.

Inicialmente, os cristãos celebravam a Páscoa em apenas um dia e ocorria a cada domingo. Mas, já no século 2, eles passaram a escolher um domingo especial e, a cada ano, celebravam a Páscoa, ou seja, a Ressurreição de Jesus. Foi inevitável que fosse utilizado o período da Páscoa judaica, que ocorre no 14º dia do mês de Nisan. 

No século 4, algumas comunidades cristãs passaram a vivenciar a paixão, a morte e a ressurreição, o que exigia três dias de celebração, consagrados à lembrança dos últimos dias da vida terrena de Jesus. Jerusalém, por ter sido o local desses acontecimentos, é que deu início a essa tradição seguida pelas demais igrejas. Assim a sexta-feira comemora especialmente a morte de Jesus, o sábado era o dia de luto e o domingo era a festa da ressurreição. 

Ao longo da Idade Média, a Semana Santa foi acrescida de novos rituais. Um desses foi a cerimônia do Lava-Pés que ocorre na quinta-feira à tarde. Os ritos da sexta-feira comemoram a morte de Jesus. Nesse dia, não ocorre a celebração da missa, apenas são feitas leituras e a reverência da cruz. A grande festa é o Domingo da Páscoa. Esta solenidade tem início na noite do sábado com a missa da vigília pascal. Esta ficou conhecida como Sábado de Aleluia, ou seja, o sábado de alegria, Sábado Santo. 

No ritual dessa cerimônia, um momento de expressiva beleza é a cerimônia da bênção do fogo, que tem origem num ritual celta (ritual pagão) que foi introduzido após a conversão dos celtas. Após a bênção do fogo será aceso o Círio Pascal e segue uma linda procissão até o templo. O Círio Pascal nos lembra que agora somos guiados pela luz do Ressuscitado.

A Semana Santa e a Páscoa Judaica.

   A Páscoa Judaica, que este ano será celebrada no dia 19 de abril e se estenderá por oito dias, recebe o nome hebraico de Pessach. Nesta festa é comemorada a milagrosa libertação dos judeus da terra do Egito onde foram escravizados durante séculos. 

A historia de Pessach está narrada na Bíblia no livro do Êxodo, tendo o Profeta Moises como o principal protagonista nesta impressionante saga que demonstra o poder de Deus, e que coloca o valor da liberdade entre os mais sagrados na tradição judaica. Pessach significa literalmente “passar por cima” já que quando foram enviadas as dez pragas sobre o Egito, mais especificamente “a praga dos primogênitos”, esta não atingiu os lares judaicos “passando por cima” e poupando o povo israelita de grandes desgraças e sofrimentos.

Pessach é celebrada em família em um jantar muito tradicional conhecido como “Seder”. Durante este jantar é lido um livro chamado Hagadá (Narração) onde se encontra o relato do Êxodo, além de canções, ensinamentos e leituras reflexivas. Nessa noite as crianças são os verdadeiros protagonistas. 

A Bíblia mesma menciona que é uma obrigação dos pais contarem aos mais jovens o acontecido e não esquecer do passado comum. Esta é a noite dos questionamentos, das perguntas e da transmissão. Nesta noite incentiva-se a um rico diálogo em família, entre jovens e adultos, acerca do significado da celebração e a importância fundamental da libertação do Egito na consciência histórica de todo um povo.

Na Hagadá de Pessach está escrito: “Em cada geração o homem deve ver-se como se ele mesmo estivesse saindo do Egito”. De alguma forma cada um dos elementos do banquete ajuda a alcançar esta vivência e ao mesmo tempo desperta a curiosidade e as perguntas das crianças. É costume preparar um prato especial com diferentes símbolos que se relacionam com algum aspecto da história. 

Entre eles o Charosset que é uma pasta preparada à base de vinho, maçã e nozes, que, pela sua cor, lembra a argamassa com a qual os judeus preparavam os tijolos quando submetidos ao trabalho forçado. O Maror, ervas amargas, lembra o amargo sabor da escravidão. A batata ou aipo, que, mergulhada em água com sal, lembra as lágrimas do sofrimento. Uma asa de galinha, em recordação do sacrifício pascal que era feito na época em que existiam os Templos de Jerusalém. 

No momento de serem mencionadas as dez pragas é costume tirar uma gota de vinho dos nossos copos por cada uma delas. O vinho é símbolo de alegria; tirar essas gotas é uma forma de expressar que não temos permissão de nos alegrar até com a queda do nosso mais acérrimo inimigo.

Um dos alimentos mais tradicionais é a Matzá feita com os mesmos ingredientes do pão, farinha e água, mas sem fermentar. Comemos Matzá para lembrar que os judeus saíram velozmente do Egito, sem tempo de preparar pão. O texto bíblico também menciona que a Matzá era o alimento dos escravos, a comida que representava a opressão e as profundas carências. 

Por isso o seder inicia com uma declaração sobre a Matzá como “pão da pobreza” convidando a todos aqueles que estão com fome ou que não tem meios para celebrar a tomar parte da nossa mesa. É um belo costume judaico dispor sempre, ao menos, de mais um lugar na ceia para ninguém ficar sem uma família para festejar, para ninguém sentir a opressão da solidão e da tristeza, para que todos possam se sentir livres de angustias nessa noite tão diferente e especial. 

Durante todos os dias da festividade não devemos consumir nem possuir nas nossas casas nenhum vestígio de comidas fermentadas com base nos cinco cereais que menciona a Torá. Pessach é uma festa que combina emoção, reflexão, alegria e memória. Uma festa que celebra a liberdade do ser humano. Um valor supremo que dignifica as nossas vidas. Pessach Sameach! Um feliz Pessach!!
A Semana Santa para a Igreja Batista. 

   É claro que não é fácil expressarmos como gostaríamos, toda beleza da Páscoa instituída pelo Nosso Deus, em tão poucas palavras. Vamos tentar sintetizar ao máximo e levar a você o que verdadeiramente se chama de Páscoa.

Ela começou na saída do povo de Deus do Egito, quando dali foi arrancado pelo braço forte do Senhor, do jugo de Faraó sobre o seu povo. No Livro do Êxodo cap. 12:3) diz assim a Palavra de Deus: “Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Ao décimo dia deste mês tomará cada um para si um cordeiro, segundo as casas dos pais, um cordeiro para cada família. 

Esta foi a ordenança de Deus á Moisés e este versículo fala do sacrifício de um animal inocente, sem defeito, que deveria ser sacrificado, a fim de que o seu sangue fosse aspergido nos umbrais das portas das casas dos hebreus, e o animal sacrificado seria o substituto de todo os primogênitos filhos do seu povo. Desse ponto em diante o povo hebreu entenderia com clareza que para ser poupado da morte, uma vida inocente deveria ser sacrificada.

A instituição da Páscoa foi feita somente para os hebreus: 

Ex 12:43 - Disse mais o Senhor a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da páscoa; nenhum, estrangeiro comerá dela. Todavia se o estrangeiro se circuncidasse, ou seja passasse a integrar o povo de Deus, poderia comer a Páscoa. Como o espaço para escrever é curto; saltemos para o Novo testamento. No Livro de Mateus, o primeiro Livro do Novo Testamento, assim diz a Bíblia: Mt 26:17 - 

Ora, no primeiro dia dos pães Ázimos, vieram os discípulos a Jesus, e perguntaram: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a páscoa? Era então a festa dos Pães Ázimos, (um pão diferente, sem fermento), Jesus já havia se colocado como o Verdadeiro Cordeiro Pascoal, certamente já vinha ministrando na vida dos Apóstolos; um ensinamento novo; uma nova aliança; muito mais excelente porque é eterna. Agora não imolando mais animais, para colocar o sangue nas portas e comer a carne do animal sacrificado. 

Os Apóstolos já tinham conhecimento de que Jesus era o Filho do Deus Vivo, o “Verbo que se fez carne e habitou entre nós”, aquele que cumpriria a determinação do Deus Criador de todas as coisas, que um homem nascido de mulher esmagaria a cabeça da serpente (o diabo) e salvaria o seu povo; não mais do Egito mas do domínio das trevas, império implantado pelo Diabo; após o pecado do homem ter bloqueado a sua comunhão com Deus.

Jesus o Cordeiro Pascoal, é então oferecido pelo Pai, para morrer na Cruz do Calvário por todos nós. E antes de faze-lo institui a Santa Ceia para o seu povo: Jo cap. 13:1 - Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 

E se reunindo somente com os Apóstolos na casa escolhida por Ele, sentaram-se todos à mesa e simbolizando e antevendo o seu sacrifício disse servindo o pão “este é o meu Corpo que é dado por vós”; e semelhantemente servindo o vinho que representa o seu sangue disse: “este é o meu sangue que é derramado por vòs”. Comei do meu Corpo e bebei do meu sangue para ratificar a Nova e Eterna Aliança que faço como vós.

Por isso vivemos hoje o tempo mais excelente, uma Aliança eterna feita não por sangue de animais, mas através do sangue de um justo, o Filho de Deus, Jesus Cristo de Nazaré. Não precisamos mais matar animais para o sacrifício, mas assentar-se à mesa com Ele e tomar parte da Santa Ceia. E fazer sempre isso em memória D’Ele.

A Semana Santa para Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.

  De acordo com o pastor Cesar Antônio de Neiverth, a comemoração da Páscoa para os evangélicos luteranos não difere muito dos católicos. 

  “Nós cremos na ressurreição do corpo e da alma”.

  A simbologia pascal da Igreja Evangélica Luterana também se utiliza do coelho. “Vemos nele a fertilidade, a vida, mas com o porém de que a Páscoa não é somente uma festa comercial”.

Conheça as datas da Páscoa até o ano 2024: 
 
  2010 - 04 de abril.
  2011 - 24 de abril. 
  2012 - 08 de abril. 
  2013 - 31 de março. 
  2014 - 20 de abril. 
  2015 - 05 de abril. 
  2016 - 27 de março.
  2017 - 16 de abril.
  2018 - 01 de abril.
  2019 - 21 de abril. 
  2020 - 12 de abril.
  2021 - 04 de abril.
  2022 - 17 de abril. 
  2023 - 09 de abril.
  2024 - 31 de março.


UMBANDISTAS – 


Os umbandistas, segundo a praticante Idê Cecília Bartz, não comemoram a Páscoa. “Inúmeras outras datas do calendário católico, nós também festejamos, mas essa não”. Entretanto, ela adverte que, embora não faça parte desta crença aceitar a ressurreição, respeita-se àqueles que a tem como uma verdade.

▬  Desiguais ou parecidas? 

Segundo o professor do curso de Filosofia da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e doutor em Estudos Clássicos, Edgar Affonso Hoffmann, a celebração religiosa da Páscoa abarca uma espécie de visão muito etnocêntrica. “Facilmente olhamos e interpretamos o mundo a partir de nossa posição e cultura ocidental. 
 
Por isso, a Páscoa é festa religiosa profana nos países onde predominam a cultura e a religião cristã e judaica”, acentuou. Para Hoffmann, apesar da origem e inspiração religiosa, a Páscoa assumiu feições folclóricas e consumistas. 
 
“É motivo de gastos com presentes especialmente de guloseimas. Coelhos e ovos de chocolate foram introduzidos ao longo da história por povos de diferentes origens e isso, a rigor, não tem nada a ver com origem da festa”. 

Tradições pagãs na Páscoa

Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate.

No entanto, o costume não é citado na Bíblia. 

Antes, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e NÃO um coelho) era seu símbolo. 

Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. 

A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. 

Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara. 

   Tradições pagãs na Páscoa

Na Páscoa, é comum a prática de pintar-se ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate.

No entanto, o costume não é citado na Bíblia. 

Antes, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Eostre ou Ostera é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e NÃO um coelho) era seu símbolo. 

Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada (claro que a versão “coelhinho da páscoa, que trazes pra mim?” é bem mais comercialmente interessante do que “Lebre de Eostre, o que suas entranhas trazem de sorte para mim?”, que é a versão original desta rima. 

A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. 

Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou novamente, o planeta Vênus). É uma Deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Sabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara. 

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